No dia 02 de abril, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. Em celebração a essa data, focada na disseminação de informações seguras e confiáveis sobre o transtorno do espectro autista, a equipe do Mais Alívio preparou um conteúdo completo sobre o tema. Continue lendo e confira!
Entenda o Transtorno do Espectro Autista
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do desenvolvimento que pode afetar a comunicação, a interação social e o comportamento. Por se manifestar de formas diferentes e em diversos níveis, (nível 1, 2 e 3), conforme o DSM-5, cada indivíduo com o diagnosticado de autismo é único — daí a importância da denominação de um “espectro” autista.
As causas desse transtorno ainda não são completamente compreendidas, mas estudos apontam para uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Uma pesquisa do JAMA Psychiatry (2019) determinou que o componente genético desempenha um papel majoritário, contribuindo com aproximadamente 97% do risco de manifestação do transtorno.
Os sinais do autismo, sobretudo em níveis maiores (isto é, em pessoas com mais necessidade de suporte), costumam surgir nos primeiros anos de vida. Eles podem incluir:
- Dificuldade em manter contato visual ou expressar emoções;
- Atraso na fala ou uso repetitivo da linguagem;
- Preferência por rotinas rígidas e resistência a mudanças;
- Sensibilidade a sons, luzes ou texturas;
- Interesses restritos e intensos por determinados temas;
- Comportamentos desafiadores, como irritabilidade ou episódios de frustração intensa, podem ocorrer, especialmente em indivíduos com dificuldades de comunicação verbal.
O diagnóstico do transtorno, porém, pode ser um processo longo. Além disso, é multidisciplinar, envolvendo uma série de profissionais, como psicólogo, psiquiatra, neurologista, fonoaudiólogo, entre outros.
Por fim, o tratamento desse transtorno também deve ser múltiplo. O TEA não tem cura, mas o tratamento medicamentoso, principalmente quando associado a diferentes tipos de terapias, pode auxiliar na manutenção da qualidade de vida. Estudos recentes também apontam que o tratamento com canabidiol pode auxiliar no tratamento, sobretudo em casos de níveis mais elevados.
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Por que comemorar o Dia Mundial do Autismo?
O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, comemorado no dia 02 de abril, foi criado em 2007, pela Organização das Nações Unidas, como uma forma de levar mais informações sobre esse transtorno para a população em geral. A criação da data é uma forma de desmistificar suposições incorretas sobre o transtorno e melhorar a socialização de indivíduos com autismo.
Pessoas diagnosticadas com TEA são com frequência estigmatizadas e reduzidas a estereótipos específicos, muitas vezes irreais — como a ideia de que todo autista é muito inteligente (gênio) ou incapaz de demonstrar afeto. As representações de pessoas com transtorno autista na grande mídia também tendem a ser exageradas, o que contribui para a desinformação.
No Brasil, além desta data, foram implementadas duas outras leis que contribuem para a proteção da pessoa com TEA:
- A Lei n.º 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e
- A Lei n.º 13.146/2015, que estabelece pena de até 3 anos de reclusão para casos de discriminação de pessoas com deficiência, onde também está incluído o autismo.
Perguntas frequentes sobre autismo
O autismo regride ou aumenta com a idade?
Não necessariamente. O TEA não tem cura, mas os seus sintomas podem variar de acordo com o tempo, aumentando ou diminuindo o nível de suporte necessário.
Em alguns casos, pessoas que desenvolveram habilidades durante a infância podem passar por um momento de regressão, graças a fatores genéticos, outros distúrbios médicos (como a epilepsia) ou sintomas de sobrecarga mental. Da mesma forma, adultos que lidam com o TEA há muitos anos podem desenvolver estratégias que facilitem a execução de atividades cotidianas, ganhando, assim, mais autonomia.
Autismo é uma doença?
Não. O autismo é considerado um transtorno do desenvolvimento que influencia a maneira como o cérebro funciona. Por isso, pode ocasionar dificuldades ou atrasos na comunicação, questões sensoriais e comportamentos restritos ou repetitivos.
Quais outras síndromes/comorbidades podem ser associadas?
Alguns exemplos de condições médicas que podem estar associadas ao autismo são:
- Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Estudos mostram que de 52% a 78% das pessoas com TEA também apresentam diagnóstico de TDAH. Esse transtorno pode causar dificuldades de atenção, além de impulsividade e hiperatividade.
- Epilepsia: Crises epilépticas são mais comuns em indivíduos com autismo, especialmente na infância ou adolescência.
- Ansiedade e depressão: Pessoas autistas podem ter maior vulnerabilidade a transtornos de ansiedade e depressão, devido a dificuldades na socialização e regulação emocional.
- Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): Há sobreposição entre os comportamentos repetitivos do autismo e os sintomas do TOC, o que pode gerar confusões durante o diagnóstico. Além disso, ambos os transtornos podem coexistir.
Suporte para pacientes ou cuidadores de pessoas com TEA
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- Monitoramento da saúde: Acompanhamento dos sintomas, sua intensidade e diário de bordo para registro em ambiente seguro dos acontecimentos com o paciente, auxiliando na avaliação médica e nas consultas de retorno.
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